Em tempos de desapego exercitarei nesse texto uma abordagem simples, sem jargões e sem academicismos para falar de um tema que para muitos gestores ainda é “esotérico”: como promover a espiral do conhecimento  e criar um círculo virtuoso onde a informação gere mais informação de forma estruturada, sistematizada e reutilizável?

A “espiral do conhecimento” foi um termo adotado por Nonaka e Takeuchi em 1997(*), quando pela primeira vez foi observado e identificado o ciclo do conhecimento em uma organização. Não importa se são 5, 7 ou 10 passos. O  que importa é fazer a máquina girar, fazer com que a empresa aprenda e transformar a empresa em uma “learning organization” a partir do compartilhamento e acesso à informação. Esse é um desafio que exige engajamento, método, disciplina, foco, ferramenta e governança.

Muitas empresas focam na governança corporativa ou apenas na governança de tecnologia, esquecendo-se que a Informação não está tecnologia e sim nas pessoas, nos arquivos, nos processos, nos emails, nas apresentações, nos cartões de visita, nas atas de reunião e por aí vai.

Para promover um círculo virtuoso de conhecimento é preciso implantar a Governança de Informação.

Uma organização produz e recebe muita informação durante sua existência e o ciclo de vida da informação necessita ser gerenciado para estar disponível no tempo certo para a pessoa certa.

Círculo virtuoso

Quando é possível a obtenção da informação no tempo certo, sem perda de produtividade, sem retrabalho, sem custos adicionais e com qualidade, a espiral começa a se movimentar.

Um exemplo seria a sistematização da alimentação de cartões de visita a cada encontro. A ferramenta sendo adequada, provendo dados de qualidade e gerando relatórios inteligentes, faz com que a organização passe a ter uma base de gestão de relacionamentos para estabelecer a governança sobre seus stakeholders. Vários outros exemplos podem ser mencionados com inúmeros tipos de documentos (propostas, por exemplo), emails e qualquer outro ativo da empresa. Sim, ativo! A Informação é o principal ativo de uma organização e ela deve ser tratada como tal para que a inteligência possa ser transferida das pessoas para a empresa.

A empresa precisa aprender com os erros, precisa conhecer seu ecossistema, saber que informações possui, ou seja, estabelecer uma Governança de Informação.

A tecnologia apoia na obtenção de ferramentas adequadas que irão suportar os registros necessários para que o círculo torne-se virtuoso. Uma tecnologia adequada, colaborativa, descentralizada, na web, com uma busca e relatórios inteligentes, completará o cenário necessário para criar esse ambiente, mas por si só não basta. É preciso adquirir a consciência de que esse é um processo muito mais cultural que tecnológico.

Vou abordar esse tema com mais profundidade no mini-workshop que farei no dia 23 de agosto pela manhã em São Paulo. Participe!

Renate Land
Egrégora Inteligência
Mini Workshop: Governança de Informação rumo à espiral do conhecimento.
Solicite palestra sobre o tema!

*NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka.Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997.